A presença feminina nos Sete Povos das Missões era fundamental para o funcionamento da comunidade. As mulheres guaranis eram responsáveis por diversas atividades, como a agricultura, a pesca e a produção de artesanato. Além disso, as mulheres desempenhavam um papel crucial na preservação da cultura e tradições dos povos guaranis, transmitindo histórias e conhecimentos aos mais jovens, sendo guardiãs do patrimônio cultural e espiritual da comunidade. 

As indígenas guaranis nos Sete Povos das Missões tinham uma forma peculiar de se vestir, que refletia sua cultura e tradições. Suas vestimentas eram feitas de materiais naturais, como algodão, linho e peles de animais. 

A mulher missioneira usava o “tipoy”, um longo vestido formado por dois panos costurados entre si, deixando duas aberturas para os braços e uma para o pescoço. Na cintura, usavam uma espécie de cordão, chamado “chumbé”. Além do tipoy, as indígenas guaranis adornavam-se com diversos acessórios. Elas usavam colares, pulseiras e brincos, geralmente feitos de sementes, conchas, ossos ou pedras. Também enfeitavam seus cabelos com penas coloridas e tinham o costume de pintar seus corpos com tintas vegetais, que simbolizavam sua identidade étnica e crenças espirituais.

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