A mulher negra chegou ao Rio Grande do Sul para ser escravizada. Trabalhou nas estâncias, charqueadas, foi cozinheira, doceira e ama-de-leite das crianças brancas. Com ânsias de liberdade, renegava a escravidão e formava “quilombos”. Ainda que reprimidas, contribuíram para com a cultura do Estado, através da culinária, religião, artes e, claro, na vestimenta. 

As mulheres do Rio Grande do Sul têm uma forma de vestir que reflete as influências da cultura africana, resultado da presença histórica dos povos africanos na região. Essas influências podem ser observadas tanto na moda tradicional como em elementos contemporâneos do vestuário.

No que tange a indumentária, é possível notar a presença de influências africanas no uso de cores e estampas. A cultura africana valoriza o uso de cores intensas e padrões geométricos, que podem ser incorporados nos trajes típicos do Rio Grande do Sul, como as pilchas e os vestidos de prenda. Essas cores e estampas ressaltam a alegria e a expressividade presentes na cultura africana.

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