O vestido de prenda é uma criação da moda antiga com as vontades de alguns dos integrantes do 35 – CTG e do Movimento Tradicionalista Gaúcho – MTG que a partir de 1948, criou um traje que representasse a mulher de tal forma a combinar com o traje atual dos peões. Em 1989, no 34º Congresso Tradicionalista, foram formalizadas, apresentadas e aprovadas, pelo IGTF – Instituto Gaúcho de Tradição e Folclore, regras para o Traje da Prenda. A moda era desconhecida pelos povos primitivos. É a partir do Renascimento, quando as cidades se expandem e a vida da corte se organiza, que se acentua no ocidente o interesse pelo traje e começa a acelerar-se o ritmo das mudanças.

Na construção do traje típico gaúcho, chegou-se a seguinte discussão: como seria o vestido da mulher gaúcha? Já estava decidido que homem era peão, a mulher era prenda. Barbosa Lessa diz que o traje de ambos foi definido como pilcha, que significa, segundo o autor, dinheiro ou objeto de uso pessoal que possa ter um valor pecuniário. 

O vestido atual da prenda segue regras como do comprimento, que deve ser sempre pelo peito do pé, não arrastando no chão, ter as mangas compridas, ¾ ou meia manga, sempre tampando os cotovelos. Os tecidos podem ser lisos, estampados em motivos florais discretos, poás, riscas e xadrezes. Nunca se deve usar preto no vestido de prenda, nem mesmo nos detalhes. Estas regras são vigentes na atualidade e devem ser seguidas na confecção de um vestido de prenda.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *